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Fortaleza

Para consolidar a restauração de Portugal, D. João IV (1640-/656) reorganizou militarmente o país, providenciando que se construíssem e reparassem castelos, fortalezas e muralhas.

Zebreira tem ainda no centro a parte mais alta, no local denominado Castelo, as ruínas de uma fortaleza mandada fazer por aquele soberano na Guerra da Restauração de 1640,para a defender dos ataques e correrias dos espanhóis. Infelizmente muitas pedras trabalhadas foram aproveitadas em construções várias, habitações e muros. Segundo diz o General João de Almeida em "Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses", no Arquivo da Direcção da Arma de Engenharia, existe um projecto de uma"praça de guerra", que devia ser construída na povoação de Zebreira, para defesa da fronteira da Beira, cujo sistema entre Douro e o Tejo devia ser constituído pelas praças de Almeida, Alfaiates, Penamacor e Zebreira, todas do mesmo tipo abaluartado, com profundos fossos, mas das quais apenas a primeira foi construída.

Divisão Administrativa, Judicial, Militar e Eclesiástica

Zebreira que foi vila (dos Manuéis, Condes de Vila Flor, seus donatários) e sede de concelho com justiças próprias, perdeu com a extinção daqueles as suas preeminências. Em 1706 era uma das dezassete vilas da comarca de Castelo Branco. Extinto o seu concelho passou para o de Salvaterra do Extremo até 24 de Outubro de 1855, data em que se extinguiu também este último passando então para o de Idanha-a-Nova a cuja comarca pertencia desde a organização da nova magistratura e desaparecimento dos provedores e corregedores.

Pela lei n.° 715, de 29 de Dezembro de 1924, publicada no D.R. 1ª Série, de 29/12/1924, começou a denominar-se vila de Zebreira a qual ainda o é.

Possuía como órgão de administração paroquial a "Junta de Freguesia de Zebreira", constituída por um presidente, um tesoureiro e um secretário, eleitos pelos chefes de família. Como representante da autoridade principal possuía um "regedor, directamente dependente do presidente da Câmara.

Judicialmente, Zebreira, que já teve juízes ordinários, pertence hoje à comarca de Idanha-a-Nova. Possuía um "Juiz de paz", cuja função era exercida pelo professor oficial mais velho da sede da freguesia e no seu impedimento, pelo presidente da Junta de Freguesia.

Na divisão militar pertencia ao Distrito de Recrutamento e Mobilização n.° 15, com sede em Castelo Branco, e à 3ª Região Militar cujo Quartel-general era em Tomar.

Eclesiasticamente pertencia à diocese de Portalegre constituindo um arciprestado. Em 1708 pertencia ao Bispado da Guarda, comarca, corregedoria e provedoria da Castelo Branco, sendo vigararia da apresentação da Ordem de Cristo.

Em 1768 era vila e vigararia do mesmo bispado e da mesma comarca, mas da apresentação da Coroa pelo Tribunal da Mesa da Consciência, rendendo para o vigário quarenta mil reis, afora o pé de altar.

Até 1791 continua a pertencer ao Bispado da Guarda. Aparece depois, até 1882,pertencendo ao Bispado de Castelo Branco e quando este foi extinto em 4 de Setembro de 1882, por sentença do Cardeal Bispo do Porto passou a fazer parte do Bispado de Portalegre a cuja diocese pertence actualmente.

 
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