Património Histórico PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Igreja Matriz de N.Sr.ª da Conceição

Em relação à sua data de construção desconhece-se, mas pensa-se que foi construída em 1694, devido a uma pedra granítica que contém uma gravação sobre a porta principal da Igreja Matriz, cuja invocação ou orago é de Nossa Senhora da Conceição. Consta que é a Segunda matriz feita em substituição da primeira que foi a Capela de Espírito Santo. Fica situada a Leste e na extremidade da povoação, mas no entanto cercada de casas. Pouco depois da Guerra Peninsular arderam a Capela Mor e a Tribuna. Trataram logo de as restaurar, mas como a vila estava muito pobre por causa da guerra, venderam parte do campo da Nave e com o seu produto fizeram as obras que ficaram singelas. Nos anos cinquenta foi praticamente reconstruída, sendo aproveitados os altares existentes do Senhor dos Passos, de Santo António e do Sagrado Coração de Jesus e Altar Mor, ficando a Igreja com a sacristia e outras dependências, como das melhores da Beira Baixa. Igualmente as alfaias litúrgicas foram todas renovadas. É uma Igreja com amplas medidas e é composta por as seguintes capelas:

- Altar-Mor

- Senhor dos Passos.

- Baptistério

No Altar-Mor - destaca-se a imagem de Jesus crucificado, que se ergue na sua linha mediana, sob um arco abatido de estrutura de madeira, com valores e dourado, de linhas simples. A imagem está bem esculpida e está visível de todo o perímetro interior do Templo. Ainda no Altar, se destaca um Lambril de azulejos, que derivam da superfície do pavimento. Estes azulejos são evocativos e reproduções místicas.

O seu Sacrário, é um belo exemplar esculpido de estanho, com louvores a propósito, e está incorporado na estrutura de madeira do Altar-Mor.

Com a nova reforma litúrgica, destaca-se o Altar polido guarnecido por duas colunatas de granito.

Senhor dos Passos - esta capela está incorporada na igreja e assim denominada para guardar a Imagem do Senhor dos Passos.

Está postada sobre o nicho de estrutura granítica na parede posterior, na linha meridiana e à esquerda.

Baptistério - está à entrada do Templo, à esquerda. Na parede posterior destaca-se um painel de vidro policromado, alusivo ao Baptismo de Jesus, e está a Pia Baptismal, de estrutura granítica, com colunata de apoio, guarnecida na sua face superior por um exemplar de forma cónica, de estrutura de ferro forjado lavrado.

Capela do Espírito Santo

Esta capela teria sido a antiga Igreja Matriz, com amplas medidas e situada a sul da localidade, na rua do Espírito Santo que tomou o nome da dita Capela, talvez o primeiro templo da localidade.

É um Templo simples destacando-se o Altar do Divino Espírito Santo, de telha dourada, que remontara ao séc. XVI ou XVII.

Entra-se no Altar através de um arco abatido, simples, sem qualquer ornato. Na sua ala direita destaca-se um pequeno Púlpito a 4 degraus do pavimento.

Atrás do Altar-Mor vê-se um quadro que representa Nossa Senhora no meio dos Apóstolos quando apareceu o Espírito Santo em línguas de fogo, que é relativamente antigo. À frente da Capela destaca-se, um campanário, que se situa na ala direita, e cujo sino está datado de 1891.

Capela de S. Sebastião

Esta capela supõe-se que foi construída no ano de 1668, porque na padieira da porta de entrada vê-se gravada a cinzel aquela data.

Fica situada no campo da Nave e não tem rendimento algum próprio, sendo administrada por uma mordomia que festeja o mártir todos os anos com esmolas dos fiéis. Santo milagreiro que preserva as pessoas de inúmeras moléstias, principalmente das"bexigas" e varíola, muita gente em especial crianças, tira com um fio a altura ou as"medidas" do Santo, colocando em seguida o fio ao pescoço o que lhe dão duas voltas como se fosse um colar. Assim fica-se livre de "bexigas"...

Capela de S. Pedro

Fica situada no Castelo, próximo do Calvário (com três cruzes de pedra), a montante e no ponto mais alto da freguesia.

É um Templo simples e encontra-se ladeado por casas de habitação. Foi restaurada na década de 1960, e a sua restauração incidiu sobre o Altar, que passou a ser de granito, incrustado na linha mediana da face posterior do Templo, sob forma de um pequeno arco abatido.

Sobre a base do Altar, foi afixado um painel fixo de azulejo evocativo a São Pedro. O seu pavimento é de tijolo vermelho compacto cujo tracejado se adivinha muito antigo.

Capela de Nossa Senhora da Piedade

Fica situada na Devesa. Esta capela foi feita em 1827 ou 1828, através de esmolas que pediu Leonardo Chaves, e a imagem foi oferecida por Manuel Chaves, que foi o pai fundador da capela.

Esta capela já serviu de Igreja Matriz de 1955 a 1956, aquando da restauração dessa. Com isto, sofreu algumas alterações, como a construção da Sacristia. O alpendre foi vedado, aumentando a superfície do Templo, campanário, duas janelas laterais na frente do Templo, e duas laterais. O pavimento é guarnecido por soalho, o do alpendre é cantaria.

Capela de Santo Isidro

É o Templo mais recente, cuja data de construção remonta ao ano de 1981. A sua construção esteve a cargo de uma comissão constituída para o efeito. Este Templo situa-se na zona limítrofe acerca de 600 m da povoação.

Escola Primária

Antes de estar instalada em edifício próprio, a escola primária ocupou casas particulares e a antiga casa da Câmara.

Em 1932, foi inaugurado um pavilhão feito propositadamente para tal fim, a norte da povoação e â distância de 100 metros da freguesia junto â estrada.

Pelourinho

Erguido em 1686, símbolo de autoridade no passado, o Pelourinho ergue-se na Praça, em frente da antiga casa da Câmara, hoje sede da Junta de Freguesia. A antiga vila de Zebreira, centro da região raiana que dos contrates do Ponsul corre até ao Erges, conserva na Praça o seu pelourinho.

Como aconteceu com Zebreira, houve concelhos que por terem sido fundados ou se terem desenvolvidos em épocas posteriores aos forais, não obtiveram este diploma de emancipação, mas gozaram de jurisdição e regalias equivalentes às que os mesmos conferiam e por isso tiveram o seu pelourinho. Por este monumento, pois se evoca a superioridade do passado.

Segundo opinião de vários autores, os pelourinhos hastearam sempre o pendão da justiça, ajudando dentro da povoação onde se levantavam, a manter a segurança social, castigando os delinquentes pelo ridículo ou servindo-se da flagelação. Ao contrário do que muita gente pensa, o pelourinho nunca serviu para nele ser aplicada a pena de morte, que era sempre executada na forca da qual não há notícia em Zebreira .Os Costumes modificaram-se com o rodar dos tempos e o pelourinho, que com o tronco e a forca, era a honra do concelho, abandona a sua missão de local de tortura para simbolizar a jurisdição municipal e a autonomia regional. A sua existência anda na verdade ligada aos municípios.

Zebreira teve o poder legal, representado pelo pelourinho, de aplicar as leis e de julgar, gozou de jurisdição e figurou entre as terras privilegiadas.

Existem duas versões sob a descrição do pelourinho, sendo a primeira da seguinte forma: - Erguido em 1686, a base do pelourinho é constituída por quatro degraus quadrados. O primeiro possui nos cantos colunetos.

A base da coluna é composta por elemento quadrangular com arestas quebradas, onde pousa, uma peça circular de pouca altura com acentuado sulco em todo o seu perímetro. Este elemento possui gravada a data de 1686.

O fuste tem a secção octogonal e desenvolve-se na sua pouca altura de dois metros e dez centímetros.

O capitel é composto por moldura quadrada, de afeiçoamento boleado, rematando empeça quadrada de maior dimensão e pouca altura.

O remate é constituído por peça cúbica com molduras. Possui nas faces, um brasão com dois leões e dois braços armados de cutelo, na face oposta uma esfera armilar, numa das outras faces um braço armado com um cutelo e um escudo encimado por uma coroa, na face restante uma flor de quatro pétalas que parece um amor perfeito. A coroa e a flor muito provavelmente aludem aos condes de Vila Flor outrora donatários da Vila. O remate é composto por uma pirâmide de base quadrada com molduras triangulares decoradas com pequenas esferas.

Porem seguindo a opinião de outros autores precisa de ser rectificada esta descrição, sendo rectificada da seguinte forma:

- O que no pelourinho se vê é: numa das faces (sul) dois leões e dois braços armados de cutelo com elmo e coroa, na face oposta (norte) a esfera armilar, numa das outras faces (poente) um braço com um cutelo, na face restante uma flor. Amor perfeito?, trevo de quatro folhas?, de peanha quase cúbica, com um toro ou anel circular por base, de fuste octogonal simples e quanto ao remate piramidal, a plataforma tem três degraus para um lado e quatro para outro, tendo sido cortados para efeito de trânsito os dos lados norte e poente.

No fuste afixavam-se os editais da autoridade, as convocações militares, as ordens e as providências do Governo.

Eram cantadas várias quadras que estão indicadas no cancioneiro musical, com base no pelourinho que é o documento vivo do passado e parte da história local, centro de convergência das ruas principais e centro amoroso.

São assim os pelourinhos, "pedras velhas das mais lindas que possuímos, pelo que representam, pela sua actual função, escola e símbolo de amor pelo torrão natal e pela arte".

 

"...sentinelas formosas e elegantes, testemunho certo do valor das terras que se ufanaram de os possuírem".

Dr. Jaime Dias (pelourinho e forcas, do distrito de Castelo Branco).

Casa da Câmara

Situada como o pelourinho na Praça, a Casa da Câmara era humilde e nela esteve posteriormente instalada e Escola de Instrução Primária do sexo masculino e o Tribunal do Juízo Ordinário.

Tem acesso por uma escadaria de pedra que termina por um balcão. A casa que servia de cadeia, contígua, foi transformada numa torre, na qual puseram um relógio que ao cabo de 63 anos, foi substituído por um outro que existe ao presente, adquirido por subscrição dos habitantes da freguesia.

 
Junta de Freguesia de Zebreira no Facebook cmin geopark Turismo Centro de Portugal portal_eleitor